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PERSPECTIVA PARA A PROFISSÃO CONTÁBIL
AS MUDANÇAS, OS NOVOS CENÁRIOS, OS DESAFIOS E AS PERSPECTIVAS PARA A PROFISSÃO CONTÁBIL
Por Luana Ximenes
A contabilidade brasileira passa atualmente por enormes mudanças envolvendo o fisco, as inovações tecnológicas, as alterações na Lei das Sociedades por Ações e a Padronização Internacional das Informações Contábeis. Todas essas mudanças vem causando um verdadeiro frenesi no meio e tem envolvido diretamente as entidades representativas da classe contábil brasileira, que tem procurado acompanhar de perto todos esses temas, levando treinamentos e cursos de reciclagem profissional aos contabilistas. Muito se tem falado das consequências advindas de tantas mudanças, sobretudo em relação ao SPED, que na opinião de alguns, pode acarretar prejuízos para os profissionais da contabilidade. O Portal da Classe Contábil, na busca de melhor orientar os contabilistas brasileiros, estudantes, empresários e demais interessados no tema, inicia uma série de entrevistas sobre essas mudanças. Começamos a nossa série com o Prof. José Carlos Fortes, que atua em segmentos afins, sobretudo nas áreas contábil, jurídica e de softwares.
Portal da Classe Contábil: Professor, fale um pouco para os nossos leitores sobre a origem e a evolução da contabilidade.
José Carlos Fortes: Inicialmente é bom que fique claro que a contabilidade como atividade humana, no que pese ter sido regulamentada há algumas décadas, existe há milhares de anos. A doutrina e os historiadores que acompanham a criação e a evolução das profissões relatam que a Contabilidade, como instrumento de controle e base para a gestão patrimonial, deu seus primeiros passos de forma empírica há milhares de anos. Sendo o sentimento de posse e propriedade inerente ao ser humano, a história da contabilidade é tão antiga quanto à própria história da humanidade. O desenvolvimento contábil acompanha de perto o desenvolvimento econômico, e assim ao longo da história a contabilidade vem se evoluindo.
Portal da Classe Contábil: Na sua opinião, como vem se processando a evolução da contabilidade, ou seja, qual o fator motivador dessa evolução?
José Carlos Fortes: Sendo a contabilidade o principal instrumento de controle e medição das variações patrimoniais, sua evolução está intrinsecamente vinculada ao crescimento e ao Desenvolvimento econômico das civilizações, que passaram dos métodos primitivos aos sofisticados processos industriais e da prestação de serviços, provocando também uma ascensão da contabilidade, que ocupou maior espaço e importância, devido ao surgimento das grandes empresas comerciais e industriais. Das formas primitivas utilizadas para quantificar o patrimônio, percorrendo o caminho do método por partidas dobradas na época do comércio medieval, os sistemas de custos na Revolução Industrial e a criação da Contabilidade Gerencial após o surgimento das sociedades por ações, verifica-se que a contabilidade sempre procurou adaptar-se às mudanças ao longo da história da humanidade, para que pudesse cumprir seu papel de fomentadora de informações sobre o patrimônio de seus usuários.
Portal da Classe Contábil: Essas mudanças constantes ao longo dos tempos não tem enfraquecido a profissão contábil?
José Carlos Fortes : A dinâmica das mudanças é parte natural da evolução dos povos, que está sempre buscando inovações e melhorias na qualidade de vida, surgindo novas necessidades. Essas mudanças afetam todas as atividades humanas, umas para melhor e outras eventualmente com reflexos negativos. Na contabilidade as mudanças sempre trouxeram avanços significativos na profissão. As mudanças nos mercados e as exigências legais, sobretudo do fisco, sempre foram uma constante. Ainda assim, continua a indissociável necessidade da contabilidade como fonte e geradora de informações para a segura gestão dos negócios. Diante dessa realidade, e com as constantes transformações dos mercados, a Profissão Contábil como partícipe dessa evolução, tornou-se uma das principais aliadas do processo de desenvolvimento econômico-financeiro das organizações, que passaram a dispor do contabilista, profissional com formação técnico-científica, como um dos mais importantes atores nesse contexto.
Portal da Classe Contábil: Como o senhor vê as recentes mudanças com a ampliação da informatização e com o uso da internet nas empresas? Isto é bom para a profissão contábil?
José Carlos Fortes: Quando se tem mudanças nos hábitos da sociedade, sobretudo tratando-se de inovações e tecnologias, isso permeia e envolve também as profissões, o que não significa necessariamente reflexos negativos, muito pelo contrário. Embora do ponto de vista técnico e científico continuem preservados os pilares básicos das ciências contábeis, modernamente o modus operandi da contabilidade está extremamente sofisticado. Esse novo caráter de intelectualidade e constante evolução e sofisticação por que passa a contabilidade, alcança a informatização, a agilização na geração e transmissão de dados e informações aos seus usuários, bem como, a integração e equalização dessas informações entre mercados globalizados através da padronização internacional das informações contábeis. Os procedimentos contábeis foram criados e estão em constante evolução com o intuito de gerar informações confiáveis e pertinentes aos fatos patrimoniais, de interesse dos seus usuários, neles incluído o fisco como um dos principais agentes que busca a integridade dos registros, editando normas na com foco formalização dos registros com o intuito de fiscalizar melhor as entidades.
Portal da Classe Contábil: Como devem proceder os contabilistas e demais envolvidos com a contabilidade, de modo a se prevenir de eventuais prejuízos com as crescentes mudanças?
José Carlos Fortes: É natural que a dinâmica das mudanças trazem algumas dificuldades, pois nos obrigam a romper a inércia, sair da zona de conforto e enfrentar o desconhecido. Por outro lado, para a grande maioria, constitui excelentes oportunidades de crescimento. Não podemos ficar parados, devemos ser proativos e aproveitar o momento. Diante desses novos cenários, a profissão contábil por meio das suas entidades, instituições de ensino e, sobretudo dentre os seus profissionais, deve buscar adequar-se às novas exigências legais e gerenciais. As organizações que se utilizam dos Serviços contábeis precisam também avançar nessa nova realidade, quebrando os paradigmas outrora vividos, de que a contabilidade é utilizada somente para fins de atender o fisco. Essa visão já está ficando arcaica, considerando que os atuais recursos tecnológicos utilizados pelo fisco facilmente supre a exigência dos cálculos e acompanhamento do recolhimento dos tributos. A busca pela competitividade e o acirramento da concorrência em todos os níveis de mercado local e globalizado, faz com que as organizações passem a se utilizar de forma mais presente e tempestiva das informações contábeis com vistas a redução de custos, avaliação adequada do patrimônio, apuração e análise dos resultados, dos investimentos, acompanhamento sistemático das suas margens de lucros, dentre outras informações cruciais à sobrevivência do negócio.
Portal da Classe Contábil: O contabilista sempre se preocupou em atender ao fisco. O senhor vê como ele pode ir além dessas exigências?
José Carlos Fortes: Sim, sem dúvida. A evolução tecnológica impacta cada vez mais nos aspectos econômicos, sociais e culturais da nossa civilização. Exige-se cada vez mais competência técnica e capacidade de análise e de decisão. Esse ambiente constitui um excelente momento para a profissão contábil, que naturalmente se encaminhará para a esfera da gestão. Além das já tradicionais atividades, a exemplo das áreas da contabilidade financeira, tributárias, auditoria, perícia, etc, o contabilista passará, de outrora profissional quantitativo, agregando ao seu trabalho a análise e a gestão da informação produzida pela contabilidade e áreas afins das organizações. A profissão do terceiro milênio, é como se refere o Prof. José Carlos Marion em palestra. Para ele, são excelentes as perspectivas para a profissão contábil, considerando que “a Sociedade concentra sua atenção no novo recurso – a informação, e a Contabilidade, por excelência, é a ciência da informação”.
Portal da Classe Contábil: Como o senhor vê a implantação do SPED por parte dos governos federal, estadual e municipal? É bom para a profissão contábil?
José Carlos Fortes: Pessoalmente, vejo muitos pontos positivos para toda a sociedade, que vão além da Economia de papel e racionalização dos processos. O projeto do Sistema Público de Escrituração Digital, aparentemente uma metodologia de emissão eletrônica de notas fiscais, escrituração contábil, fiscal e de geração e transmissão de outras informações afins, no meu entendimento constitui uma autêntica motivadora de mudança de cultura das nossas organizações, com reflexo também imediato na cultura dos cidadãos brasileiros. Estamos diante de uma revolução silenciosa com fortes implicações para a administração das nossas empresas, da gestão do fisco, passando por diversas profissões, sobretudo nas áreas contábil e jurídica, mormente o direito tributário.
Vislumbro dias inteiramente diferentes para os contabilistas, que se soubermos atuar e participar efetivamente como atores no processo das mudanças e inovações, certamente serão beneficiados. Com a ampliação do SPED para as empresas, teremos a total substituição dos livros contábeis e fiscais em papel para o meio digital. Não precisamos mais escriturar ou imprimir Livro Diário e seus auxiliares, se houver; Livro Razão e seus auxiliares, se houver; Livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos neles transcritos; Registro de Entradas de Mercadorias; Registro de Saídas de Mercadorias; Registro de Apuração ICMS; Registro de Apuração do IPI e Registro de Inventário.
Acredito que após a implementação geral do SPED teremos uma substancial ampliação da base de contribuintes, além do aumento da arrecadação decorrente das dificuldades das práticas de sonegação. A partir daí, espero e acredito que a Carga Tributária poderá ser reduzida. Quando todos pagam a conta, todos individualmente podem pagar menos.
Portal da Classe Contábil: Quais os cuidados que os contabilistas e contribuintes deverão ter com a geração das informações para o SPED?
José Carlos Fortes: Com o SPED as informações serão geradas e transmitidas em minutos e segundos. Todo cuidado é pouco. As empresas e os profissionais da contabilidade precisam ficar mais atentos na geração de informações corretas, de modo a evitar eventuais equívocos entre a movimentação fiscal e os registros contábeis, diferenças entre valores calculados e recolhidos dos tributos, cruzamentos de informações e outras questões similares. Com o SPED amplamente utilizado num futuro próximo, e com os novos sistemas de controles fiscais, o Brasil terá um dos menores índices de sonegação comparado ao dos países desenvolvidos. As organizações e os profissionais precisam se preparar apara o que chamo de “Pós SPED”, quando a grande maioria estará com suas economias devidamente formalizadas, concorrendo de igual para igual, sem a concorrência desleal entre quem sonega e quem paga todos os tributos. A pergunta é: Sua organização, sua empresa contábil, você, seus colaboradores, clientes, estão preparados para a era do “Pós SPED”?
Portal da Classe Contábil: O que de fato está provocando essas mudanças tão significativas na profissão contábil diante da realidade brasileira?
José Carlos Fortes: Essas mudanças mais fortes já eram previsíveis, pois há alguns anos o próprio fisco, nas três esferas, já vinha implementando algumas evoluções no acompanhamento dos contribuintes. As atuais inovações tecnológicas e as implementações por parte do fisco, de novas metodologias no acompanhamento dos contribuintes por meio do SPED, notadamente das pessoas jurídicas, aliadas às modificações da Lei das Sociedades por Ações e complementadas pelas exigências da harmonização das informações contábeis aos padrões internacionais, tem provocado uma verdadeira revolução na contabilidade brasileira. Essa nova realidade nos faz prevê novos cenários, novos desafios e renovadas perspectivas para os contabilistas brasileiros.
No âmbito da harmonização das informações com outros países, para a implementação da Convergência da Contabilidade Brasileira aos Padrões Internacionais, o Conselho Federal de Contabilidade instituiu o CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis, cujo objetivo em linhas gerais, é promover o estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza, para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira, visando à centralização e uniformização do seu processo de produção, levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais.
Portal da Classe Contábil: Quem compõe o Comitê de Pronunciamentos Contábeis e qual a sua importância?
José Carlos Fortes: A harmonização das informações contábeis é um tema complexo e exige a participação de profissionais experientes e de elevado conhecimento técnico. Nesse contexto, o CPC representa perspectiva de importantes avanços no caminho da atualização e da modernização de normas e preceitos contábeis. É resultado da abertura da Economia brasileira para o exterior, incluindo títulos negociados nas bolsas de maior movimento do mundo e busca a harmonização das normas e práticas contábeis entre as diversas economias do mundo de modo na facilitar troca de informações. Esse comitê é composto de entidades representativas de segmentos importantes e indispensáveis ao bom funcionamento do mercado e das organizações e à Produção das informações contábeis confiáveis de uso geral. São elas: CFC - Conselho Federal de Contabilidade; IBRACON - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil; FIPECAFI - Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras; BM&FBOVESPA - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros; APIMEC - Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais; ABRASCA - Associação Brasileira das Companhias Abertas.
Portal da Classe Contábil: Como fica a atuação do contador diante de tantas mudanças e quais as principais áreas que disporá para atuar na profissão?
José Carlos Fortes: O que na verdade está sendo paulatinamente eliminada da atividade contábil é a parte menos nobre, ou seja, o trabalho de escrituração e cumprimento de excessivas obrigações acessórias junto ao fisco. Isto já vem acontecendo há alguns anos. Diante das atuais circunstâncias, entendo que, com as inovações e a informatização plena na geração e transmissão dos dados e informações contábeis, esse profissional ganhará em qualidade técnica e ocupará novos espaços nas organizações, no mercado autônomo e de forma independente como empresário do segmento. Com os ajustes adequados nas grades curriculares dos Cursos de Ciências Contábeis de modo a atender a essa nova tendência, o contador se tornará um consultor na gestão das organizações, com uma extraordinária vantagem em relação aos demais consultores, em decorrência do conhecimento quantitativo que possui tanto na elaboração quanto na interpretação das informações contábeis, a exemplo de custos, orçamentos, auditoria, perícia, demonstrações financeiras, análises, dentre outros.
Por outro lado, a profissão contábil é uma das que possui o maior leque possibilidades para se trabalhar. Segundo José Carlos Marion, atuação do Contador pode ser catalogada em quatro grupos. São eles: a) Contador Empregado - Planejamento Tributário, Analista Financeiro, Contador Geral, Auditor Interno, Contador de Custos, Contador Gerencial e Cargos Administrativos; b) Contador Empresário ou Independente - Auditor Independente, Consultor, Empresário Contábil e Perito Contábil; c) Contador no Ensino – Professor, Pesquisador, Escritor, Parecerista e Conferencista; d) Contador nos Órgãos Públicos - Contador Público, Auditor Fiscal e Tribunais de Contas.
Portal da Classe Contábil: Para finalizar, gostaria que o senhor falasse sobre os requisitos para um profissional atuar como um bom contador gerencial e quais as perspectivas desta área?
José Carlos Fortes: A contabilidade gerencial é um caminho natural a ser seguido pelos contabilistas brasileiros na fase do “Pós SPED”. Nos próximos anos vislumbro um crescimento na procura por esses profissionais. Vejamos os dados de uma pesquisa(*) feita junto aos contadores americano, o que certamente será equivalente ao caso brasileiro, considerando a globalização dos mercados, sobretudo com a padronização internacional da contabilidade. No segmento da contabilidade gerencial, a pesquisa foi feita pelo IMA - Institute of Management Accountants, que é a organização principal do mundo dedicada à capacitação de contabilidade gerencial e finanças profissionais para impulsionar o desempenho do negócio.
Entrevistas com 300 contadores gerenciais, além de entrevistas com cinco empresas consideradas “de ponta”. As principais mudanças divulgadas pelo estudo do IMA, são:
a) Aumento do valor do contador gerencial, que são vistos como parceiros de negócios.
b) Aumento de comunicação com não contadores. Atualmente os contadores gerenciais despendem mais tempo comunicando-se com pessoas de suas empresas;
c) Melhorias nas decisões negociais. Nas empresas onde os contadores gerenciais operam como parceiros de negócios, há exemplos que evidenciam que as melhores decisões de negócios são feitas;
d) Mudança da localização de trabalho. Os contadores tradicionalmente trabalham nos departamentos de contabilidade, distantes dos departamentos operacionais de suas empresas. Muitos contadores gerenciais presentemente estão trabalhando fora da contabilidade, dentro dos departamentos operacionais para os quais prestam serviços;
e) Participação do time de liderança. A maioria dos contadores gerenciais trabalha em times multifuncionais, ocupando mais posições de liderança;
f) Mudanças nas atividades de trabalho. Trabalhos de consultoria interna, planejamento estratégico de longo prazo, análises de processos objetivando melhorias e reduções de custo, análises de tomadas de decisões, análise de performance financeira e econômica e outras atividades não tradicionais para contadores estão aumentando muito. Enquanto isso a maioria gasta muito menos tempo em atividades tradicionais de contadores, tais como orçamentos, relatórios, consolidações, políticas contábeis, contabilidade de custo, aderência a normas fiscais, contabilidade de projetos etc. A automação está liberando tempo para atividades mais nobres para os contadores gerenciais;
g) Capacidade requerida para o sucesso. Para os contadores gerenciais, entretanto, na profissão, as capacidades requeridas mais importantes são: habilidade de comunicar-se bem, oralmente e por escrito, habilidade de trabalhar em equipes de trabalho, capacidade de análise detalhada, sólidos conhecimentos de contabilidade e entendimento de negócios. Além de aprenderem a detectar problemas, eles precisam aprender a apresentar soluções para os problemas identificados.
Observando mais de perto e focando na nossa realidade, no Brasil a profissão contábil tem todas as condições para um crescimento elevado e sustentado, considerando que a possibilidade de melhoria nesse campo, é ampla, principalmente em função da preocupação e de trabalhos desenvolvidos pelas entidades de classe brasileira, tendo a frente o Conselho Federal de Contabilidade. O profissional contábil entra numa nova fase, mais atualizada, mais dinâmica, mais inovadora e mais exigente. Cabe aos geradores e aos seus usuários a maximização da Utilidade da informação contábil. Passamos da fase em que a contabilidade nos apresentava apenas um retrato histórico da situação passada da entidade, para um novo momento em que além dos importantes dados históricos, projetarmos o futuro das organizações.
(*) Parte das informações da pesquisa foram adaptadas do artigo “O Perfil do Profissional Contábil”, por, Márcia Covaciuc Kounrouzan, Bacharel em Ciências Contábeis pela FECAP - Fundação Alvares Penteado e mestre na área de Contabilidade Estratégica e Controladoria pela FECAP - Fundação Alvares Penteado. Atua como professora nas Faculdades Oswaldo Cruz e na UNIP - Universidade Paulista. Consultora pela Plenty Controladoria.